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domingo, 20 de dezembro de 2009

Projeto Manhattan

2 comentários
Apesar da guerra ser um momento em que um grande número de pessoas tem suas vidas interrompidas, são nestes períodos em que o homem mais avança/avançou em termos de tecnologia. Certamente sem as guerras certos conhecimentos demorariam anos, quiçá décadas para serem alcançados.
Nada justifica o sangue derramado nas gerras, nem mesmo o avanço tecnológico, e bom seria que o conhecimento fosse sempre empregado em benefício do homem, e que jamais fosse colocado a disposição de governantes para que executem o um projeto pessoal de poder e nação.
Da segunda gerra mundial emergiram duas grandes potências tecnocientífica e bélica, são elas: Estados Unidos e a extinta União Soviética.
Um dos principais avanços nesta época foi o desenvolvimento das tecnologias de radar e sonar.
Também na segunda guerra, a Alemanha conduzia suas pesquisas bélicas utilizando tecnologia atômica, isso motivou o governo dos EUA a desenvolver um programa nuclear. Foi neste momento que surgiu a famosa carta de Einstein a Roosevelt mostrando a importância do desenvolvimento de um programa nuclear por parte dos países aliados. Com isso, foram iniciadas as atividade do que ficou conhecido como "Projeto Manhattan", que contou com o auxílio de renomados cientistas americanos e europeus, que fugiram do velho continente para escapar da guerra.
O projeto resultou na criação do "litle boy" e "fat man", balísticos atômicos lançados sobre Hiroshima e Nagasaki, respectivamente.
Químicos, físicos, engenheiros e metalurgistas tiveram bastante trabalho para contruirem a primeira bomba atômica.
No ano de 1940, Enrico Fermi e Leo Szilard propuseram o uso do grafite como um moderador, capaz de reduzir a velocidade dos neutrôns emitidos durante a fissão nuclear.
Em 1941 a NBS (National Bureau of Standarts), através analises de método espectrocópico, permitiu com que Szilard identificasse discrepâncias entre os resultados da absorção do grafite, com isso, identificou-se a presença de Boro no grafite, um químico da NBS, Clement Rodden, modificou a metodologia objetivando identificar e quantificar o boro, mais tarde concluiu-se que na verdade a absorção dos neutrôns gerados na fissão na verdade eram absorvidos pelo boro.
O grafite também foi uma alternativa testada pelos alemães como moderador da fissão nuclea r, porém, foi abandonado. Desconfia-se que os resultados dos alemães foram falseados pela impureza do grafite utilizado durante as pesquisas.
Também em 1941 foi isolado pela primeira vez o Plutônio a partir do Urânio. Seaborg, descobridor de nove dos treze elementos transurânicos, foi um dos renomados cientistas que trabalharam no "Projeto Manhattan".
Quatro anos após o isolamento do urânio, o material já havia sido produzido em grande quantidade, e foi utilizado no "fat man", missil lançado sobre Nagasaki.
O programa nuclear denominado projeto Manhattan permitiu avanços significativos da química analítica, radioquímica, bem como, produção industrial de elementos essenciais para a produção de armas atômicas.

2 comentários:

Zer0 disse...

Melhor seria se demorasse mais a avançar a tecnologia... ou será que foi uma troca equivalente? O sangue de todas aquelas pessoas pelo conhecimento adquirido...? Prefiro nem pensar nisso. ;/

http://twitter.com/Ess_Premium disse...

Com certeza não foi uma troca equevalente, uma vida não tem preço.

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