Pages

 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

1. Classificação dos elementos químicos na tabela periódica

0 comentários
Até o final do século 16 apenas 14 elementos químicos eram conhecidos, no século 17 esse número subiu para 33, no século 19 subiu para 83, no século 19 subiu para 112, atualmente são 118 elementos, sendo que 4 deles foram inseridos na tabela agora em 2016.

Os novos elementos Nihonium (símbolo Nh e elemento 113), Moscovium (símbolo Mc e elemento 115), Tennessine (símbolo Ts e elemento 117) e Oganesson (símbolo Og e elemento 118) já tinham a existência prevista pelos cientistas, embora nunca encontrados na natureza, tanto é que tinham espaços reservados na tabela periódica, porém, sua inclusão só ocorreu ano passado depois que cientistas japoneses, americanos e russos conseguiram sintetizar estes 4 elementos em laboratório.

Isso nos chama a atenção para uma constante da ciência, a ciência não é definitiva, a sintetização dos novos elementos, embora artificial e de vida curta, possibilita descobrir outros elementos químicos não previstos,  bem como, avançar no estudos da estabilidade eletrônica de elementos químicos de elevados raios e números atômicos, o que pode representar avanços imprevisíveis na química, física, biologia e medicina.

Conforme o número de elementos químicos foram aumentando e se tornaram muitos, os cientistas sentiram a necessidade de organizá-los de um modo que facilitasse os estudos dos elementos químicos, identificação de propriedades e até prever seu comportamento.

A tabela periódica tal como conhecemos hoje, foi criada no ano de 1869 por Dmitri Ivanovich Mendeleev, o químico e também físico russo da foto ao lado, nesta tabela ele organizou os elementos em ordem crescente de massa atômica. Nesta época eram conhecidos apenas 63 elementos.

Anos mais tarde o físico inglês Henry Moseley descobriu os números atômicos, comprovando experimentalmente que as propriedades que diferenciavam um elemento do outro dependia do número atômico. Então, a partir do século 19, cientistas começaram a notar semelhanças entre os elementos, e os agruparam de acordo com elas. 

Os elementos químicos estão organizados na tabela periódica em grupos/famílias no sentido da esquerda para a direita, cada coluna representa um grupo/família, e uma unidade de massa atômica aumenta a cada coluna que avançamos, ao todo são 18 famílias conforme demonstra a figura a seguir.


Embora o Hidrogênio esteja na família 1A, é importante destacar que ele não se encaixa na classificação de nenhum dos grupos, e ele só ocupa esta posição apenas porque em sua última camada de valência existe apenas 1 elétron.

A tabela também possui uma organização em linhas verticais, cada linha recebe o nome de período, portanto, existem 7 períodos, e cada período indica quantas camadas eletrônicas o elemento possui, essas camadas podem ser melhor visualizadas utilizando o diagrama de Linus Pauling.

GRUPOS QUÍMICOS

  • METAIS: sólidos (exceto Hg) tipicamente lustrosos, maleáveis, dúcteis (capazes de formar fios), condutores elétricos à temperatura ambiente e formam ligas.

  • NÃO-METAIS: frequentemente gases, líquidos ou sólidos que não conduzem eletricidade apreciavelmente.

  • SEMIMETAIS: propriedades que tornam difícil de classificá-los como metais ou não-metais. Estes formam uma linha diagonal do boro ao polônio.


A seguir são apresentadas as propriedades atômicas dos elementos:

  • RAIO ATÔMICO: aumenta à medida que descemos em um grupo e, dentro dos blocos s e p, diminui da esquerda para a direita ao longo do período, veja a figura:


  • ENERGIA DE IONIZAÇÃO: é a quantidade de energia necessária para remover o elétron mais fracamente ligado de um átomo gasoso isolado. Diminui à medida em que descemos em um grupo e aumenta da esquerda para a direita ao longo do período, veja a figura a seguir:




  • AFINIDADE ELETRÔNICA: é a energia liberada quando um elétron é adicionado a um átomo gasoso neutro. A magnitude da afinidade eletrônica depende do tamanho do átomo e da carga nuclear efetiva, veja a figura a seguir:


  • ELETRONEGATIVIDADE: é a capacidade que um átomo de um elemento tem de atrair elétrons quando é parte de um composto. Há uma tendência geral de aumento da eletronegatividade ao longo de um período e uma tendência geral de diminuição ao descermos em um grupo, veja a figura a seguir.



·  Assista a seguir a vídeo-aula da UNIVESP que serviu como referência para a criação desta postagem. 


0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores